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A história da cor que virou marca



Muito se afirma sobre nomes genéricos fazerem parte de nomes de marcas. Por exemplo: usar termos como “tecnologia” ou “construções” em um nome de marca pode ser considerado errado e na maior parte das vezes pode prejudicar uma empresa. No entanto, você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre o tom de cor denominado “Azul Tiffany”. O mais interessante é que nos dias de hoje, este tom de cor é também uma marca.


Neste artigo falaremos sobre a história da marca e como ela foi registrada, além de explicarmos a questão do registro de nomes genéricos para marcas no Brasil e no mundo.


Como tudo começou?

No ano de 1837, dois cidadãos dos Estados Unidos fundaram uma loja chamada “Tiffany & Young”, nome baseado nos seus sobrenomes. os fundadores da empresa, Charles Tiffany e John Young, lançaram o primeiro catálogo chamado de “Blue Book”. Este livro continha parte dos itens que a empresa comercializava. No ano de 1966, a empresa finalmente decidiu o tom de cor do catálogo e também sua identidade visual - o famoso azul tiffany.




Nos dias de hoje, a vice-presidente de marketing da empresa afirma que não sabe exatamente o que levou os fundadores da empresa escolherem o tom azul para tal. Ela supõe, contudo, que a cor foi selecionada devido à imensa extração de turquesa que ocorreu na época. O mineral era usado como presente de casamento pela maior parte da realeza que viviam na Europa. Por isso talvez a empresa tenha tomado a cor, para simbolizar que os produtos eram nobres.


Quando foi patenteada?

No ano de 1998, a empresa patenteou-se como cor e embalagem. Mas o que isso significa? Significa que nos dias de hoje, o tom de cor denominado “1837 Blue” do catálogo Pantone tem dono. A empresa Tiffany & Co., como é chamada atualmente, transformou uma cor de suas primeiras embalagens em um produto comercial exclusivo.


As consequências disso são peculiares. Quando os clientes veem esse tom de cor, imediatamente reconhecem a marca. E se outra empresa tentar utilizar o mesmo tom de cor, a empresa tem direito de reivindicar o direito de uso, ou seja, há penalização por uso indevido do tom de cor. Nas palavras de Laurie Pressman, a vice-presidente do Instituto Pantone Color, “quando você fixa os olhos na fria e fresca sombra azul aquática da Tiffany, uma cor que fala com vibração e fuga, você é imediatamente transportado para um mundo cheio de luxo e deleite.”


Para a vice-presidente de marketing da Tiffany & Co., a empresa está em um patamar invejável. De fato, não é mesmo?!


Questões jurídicas sobre o azul tiffany

Sob a perspectiva do marketing da empresa, registrar um tom de cor garante uma identidade visual única e isso é um grande diferencial. No entanto, o que a perspectiva jurídica pode nos dizer sobre o caso?


Quando houve tentativa de uso da cor azul tiffany como uma identidade visual de uma empresa que criava produtos do mesmo segmento da Tiffany & Co., rolaram diversos processos entre as empresas.


O tribunal agiu em favor da empresa Tiffany & Co. sob a justificativa de que a cor atende requisitos para ser considerada uma marca e que, no caso da empresa Tiffany, isso era evidente. A cor então poderia servir de identidade visual como um nome, slogan ou logotipo.


Interessante, né? Desde então, a Tiffany & Co. se mantém na sua posição rara e privilegiada de ter um tom de cor de uso exclusivo, o que facilita consideravelmente o seu reconhecimento internacional. Por isso, registrar sua marca é um importante passo para sua empresa.


Se você tem interesse em registrar uma marca, entre em contato conosco!


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